O Xadrez de 2010.

22 de Dezembro de 2009 por Luiz Barbosa Neves  
Categoria: Destaque, Marketing

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O Xadrez de 2010.

Não gosto de xadrez.
David Ogilvy disse que, junto com a atividade publicitária é uma das melhores formas de se desperdiçar inteligência.

Mas não posso negar que é um jogo que exemplifica bem alguns conceitos de estratégia, se bem que finitas e sem imaginação ou originalidade.

É basicamente um jogo de memória e concentração.
Recorro ao xadrez por causa de uma jogada específica, a Promoção, que é troca do Peão por outra peça, normalmente a Rainha.
Esta jogada quase sempre ocorre na segunda metade do jogo e dá ao jogador que consegue levar o peão ao fim do tabuleiro um fato novo.
Se algum enxadrista achar que fui leviano ou simplista demais pode comentar.
A saída de Aécio Neves dá margem para algumas ponderações.
Uma delas eu tuitei após uma troca de mensagem com amigos. “Aécio se vestiu de noiva e foi para as escadas da igreja.”
Mas podemos avançar no exercício das estratégias políticas que como disse um mineiro, “são como nuvens, mudam de forma e de lugar.”
Aqui cabe uma pergunta, qual vai ser a reação dos colunistas e articulistas de nossa imprensa ao comentar as próximas pesquisas eleitorais sem o nome Aécio e seu respectivo percentual para presidência da república?
E quanto a primeira pesquisa para Senador em Minas?
Aécio sai das menções de menos de 10% das intenções de voto para presidente para mais de 50% das intenções de voto para senado.
No ano eleitoral.
Em termos de midiologia é um avanço e tanto.
A percepção da importância deste ator político muda e muito.
Quantos candidatos ao Senado terão índices que podem chegar a 70% do eleitorado?
Justamente no ano em que cada vez mais setores de nossa população passam a prestar mais atenção as questões políticas eleitorais.
Com a boa vontade da imprensa ele terá sempre destaque desta informação no noticiário nacional, mesmo sendo uma candidatura regional.
Aécio fora da cena presidencial fica livre dos temas espinhosos que tiram votos, criam resistência e até rejeição e deixa para Serra o desgaste do confronto pré-eleitoral com os possíveis candidatos.
Deixa de ser vidraça para ser Vitrina Decorada.
Só para lembrar a legislação eleitoral permite a troca do Vice e até mesmo do Candidato Majoritário depois da convenção.
A data limite é bem perto da eleição.
Luiz Barbosa Neves

O Consumo da Mobilidade: um estudo sobre o dispositivo celular.

6 de Dezembro de 2009 por Luiz Barbosa Neves  
Categoria: Destaque, Sociologia do Consumo

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Diego Jair Vicentin
Grupo de pesquisas CTeMe (Conhecimento, Tecnologia e Mercado)
Universidade Estadual de Campinas – Unicamp
Junho/

Porque afirmar que teríamos a liberdade de possuir ou não este tipo de aparelho, de utilizá-los ou não, é naturalmente pura ilusão. Günther Anders

Diego Jair Vicentin
Grupo de pesquisas CTeMe (Conhecimento, Tecnologia e Mercado)
Universidade Estadual de Campinas – Unicamp

Hoje, o telefone celular é um fenômeno de consumo de massa. Com mais de quatro bilhões de aparelhos em funcionamento no mundo, esse objeto ganha importância dentro da esfera do consumo não só por sua taxa de penetração no mercado global, como também por servir de plataforma ao consumo de outras e novas mercadorias. Mas, o que propriamente é consumido na relação com o dispositivo celular? Apostamos que o usuário pretende consumir uma certa forma de mobilidade que se manifesta nesse objeto, não só por sua capacidade de articulação entre comunicação e movimento, mas sobretudo pela mobilidade que apresenta em sua forma. O celular é um objeto disforme, indefinido, móvel, que carrega um número cada vez maior de ferramentas e potencialidades e que, por isso, exerce poder de atração sobre a massa de consumidores que pretende manter-se, como o celular, em acelerado processo de evolução e adaptação.

Porque afirmar que teríamos a liberdade de possuir ou não este tipo de aparelho, de utilizá-los ou não, é naturalmente pura ilusão.
Günther Anders

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A Juventude como Criadora e Disseminadora de Tendências de Consumo

6 de Dezembro de 2009 por Luiz Barbosa Neves  
Categoria: Antropologia do Consumo, Destaque

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Uma Perspectiva Antropológica. – Texto de Valéria Brandini

Dado que a partir da segunda metade do século XX a juventude como conceito tornou-se o topo da pirâmide da moda e o universo simbólico juvenil da rua tornou-se base para o processo de criação e comercialização da roupa, a mudança na estruturação interna dos grupos juvenis ocorrida na última década do século XX merece aqui ser abordada para a compreensão das mudanças nos códigos de moda e de diversas categorias de consumo nos dias de hoje.
É necessário conhecer o valor simbólico dos signos estéticos usados como código de indumentária, de estilo e de comportamento pela juventude, para se compreender porque estes convertem-se em novos padrões de moda e consumo.
A moda, aqui entendida como um sistema de produção e produção de tendências que orienta a produção e consumo de uma infinita categoria de bens, entre elas o vestuário, “colou” na juventude e é no bojo das reformulações operadas por esta que o conceito de moda e as perspectivas de consumo se recriam constantemente. Imaginemos o movimento punk sem a composição indumentária que marcou o estilo , as calças rasgadas, braceletes com rebites, a costomização (o do it yourself) nas roupas… Agora imaginemos os anos 80 sem os cabelos repicados e armados com gel, os acessórios em couro e rebites, a maquiagem pesada e as tatuagens em ascensão. Fica evidente o encadeamento dos eventos culturais promovidos por grupos juvenis a e geração de padrões de moda adotados consensualmente.

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Arruda e os Mortos Vivos da Política Nacional

6 de Dezembro de 2009 por Luiz Barbosa Neves  
Categoria: Destaque, Marketing

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Os mortos vivos além de não criarem, matam aquilo que pode gerar comparação e denunciar sua condição putrefata.

Recentemente tuitei que Arruda agora é um morto vivo. Mesmo que continuasse andando não estaria vivo, apenas vagando sem objetivos e perspectiva política.

Analisando, porém o crescimento dos fatos narrados por vídeos que alcançaram outros políticos e conhecidos personagens da vida pública brasileira, vi que não estou sendo justo com o Arruda.

Não é de agora que Arruda é um morto vivo da política brasileira. Ele e um grande número de políticos brasileiros já morreram há muito tempo, mas continuam vagando pela vida pública, pois conseguem se alimentar dos esquemas que irrigam campanhas.

Mas por que mortos vivos?

Porque onde há vida, há criatividade, inventividade, originalidade, força, desempenho, disposição e ondas de co-criação frutos da irrigação constante do sangue oxigenado em nossos corpos.

Então, quantos de nossos governantes podem ser classificados como vivos?

“Mais do mesmo” é a tônica nacional.

Cadê as grandes idéias? Os projetos mais arrojados que convocam a sociedade para discutir sua cidade ou seu estado?

Ficam no discurso, nas promessas de campanha, na mentira da montagem de um secretariado inovador e com disposição pública.

Veja se você já não ouviu isso ou algo parecido.

Nas eleições
“Sou candidato das expectativas de meu povo, das necessidades imediatas das comunidades, quero ganhar esta eleição para colocar em andamento os projetos que estão no meu programa de governo. Recursos não faltam, idéias e projetos também não, o que falta é gerência, competência e vontade política”.

Após a eleição.
“Quero agradecer aos eleitores que entenderam nossa proposta de austeridade e planejamento. Nossa prioridade número um é colocar a casa em ordem, pois sabemos que as finanças públicas estão descontroladas e nossa equipe de transição prevê um ano muito duro pela frente…”.

Já ouviu? Com certeza sim, e provavelmente mais de uma vez.

Os que promovem este tipo de discurso compõem o maior partido do Brasil.

O PMVB – Partido dos Mortos Vivos do Brasil.
Presente em todos os municípios e estados brasileiros.

No Rio temos alguns ícones, verdadeiros totens da gestão do PMVB.
Os CIEP´s.

Em 1982 Leonel Brizola e Darcy Ribeiro conceberam e apresentaram um projeto original para os padrões brasileiros. Educação em tempo integral com vários serviços acoplados no local, que prestavam aos alunos assistência médica odontológica, biblioteca, aulas de reforço, alimentação balanceada, iniciação esportiva e atividades culturais abertas inclusive para a comunidade no entorno.

Foi triste acompanhar a desmontagem dos CIEP´s no Rio promovido pelo PMVB. Primeiro alegaram inviabilidade financeira para construir mais e manter os prontos. Depois que o modelo de educação baseado no sistema de tempo integral era discriminatório, por fim municipalizaram as estruturas e juro, cansei de ver CIEP abandonado, invadidos por pessoas sem residência fazendo de um projeto visionário apenas uma favela.

Os mortos vivos além de não criarem, matam aquilo que pode gerar comparação e denunciar sua condição putrefata.

Eles estão em todas as agremiações políticas, participam de todos os escalões governamentais.

Eles repetem idéias que não vão executar, prometem obras que não vão fazer, apontam caminhos que não vão trilhar e tem o conforto de saber que provavelmente seus sucessores irão fazer “mais do mesmo” dificultando assim a possibilidade de comparação futura que os elimine da vida política nacional.

Luiz Barbosa Neves