Rejeição Eleitoral, nem Freud explica.

Setembro 23, 2009 by Luiz Barbosa Neves  
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rejeicao

Rejeição Eleitoral, nem Freud explica.

A última pesquisa de intenção de voto CNI/IBOPE gerou um destaque digamos um tanto ao quanto diferente do usual em se tratando de matéria sobre opinião eleitoral.

A manchete de muitos veículos impressos ou online destacava o resultado dos índices de rejeição dos candidatos apurados pela pesquisa.
Uma pesquisa rápida no Google gerou 25.800 resultados sobre o assunto com manchetes praticamente idênticas.

Pesquisa CNI/IBOPE Serra tem o menor índice de rejeição ou
Pesquisa CNI/IBOPE Dilma tem o maior índice de rejeição.

Nem vou entrar na discussão do que isso representa em termos de corrida presidencial, bastidores do poder e opinião publicada. Acredito que você tenha uma boa idéia.

Mas vou me ater a este fenômeno sociológico traduzido simplesmente como índice ou taxa de rejeição.
Pra começar é de fácil manipulação, pois ao contrário do índice de intenção de votos não precisa ter como resultado final 100 %.

Vamos ver:
REJEIÇÃO
HH – 40%
Dilma – 40%
Serra – 30%
Ciro – 33%
Aécio – 37%
Marina – 37%

Quem tá rindo aí balança o mouse.

INTENÇÃO
Serra – 35%
Ciro – 17%
Dilma – 15%
Marina – 8%
NS/NR – 24%

O fenômeno da rejeição se dá por desconhecimento, por associação, por fato direto, por sensação e percepção e polaridade.
Índices tão altos assim me lembram eleições polarizadas em cenário aguerrido ou radicalizado onde somente dois atores políticos disputam a formação de intenção de voto e os eleitores rejeitam quase que automaticamente a outra opção.

Enfim nem Freud explica.