Porque as pessoas fazem o que fazem?

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Porque consumimos? Por causa dos apelos da Publicidade e das estratégias de Marketing? As nossas decisões de compra são individualistas ou reflexo de vida em grupo?
A Sociologia abraça estes temas e reflete por vários pontos de vista estas questões. Da leitura de Clássicos como Max e Webber a teóricos pós-modernistas pode-se chegar a conclusões que ora se complementam ora se contrapõe tão rico este assunto é. Comecemos então por um artigo que não se rende fácil aos argumentos pós-modernistas.
Porquê as pessoas fazem o que fazem?
Por Cuducos
Quem me conhece, ou já passou pela minha página aqui no blog (ou pelo meu currículo lattes), sabe que meu foco de pesquisa no momento é sociologia do consumo.

Antropologia do Consumo

Já perguntei várias vezes para colegas de profissão que estão no mercado há pelo menos dez anos. Quantas vezes você já presenciou numa reunião de trabalho com profissionais de marketing ou comunicação uma abordagem, uma ponderação, uma análise ou ponto de vista pelo prisma da antropologia do consumo? Pouquíssimas vezes foi a maioria das respostas. A resposta eu já sabia, claro. Algumas vezes participei de reuniões onde decidíamos o destino de uma linha de produtos e nenhum dos documentos analisados atendia a esta cadeira. Muitas planilhas, pesquisas quantitativas, mapas de venda, relatórios de vários departamentos, detalhes das matérias prima envolvidas e processos industriais, tudo importante sem dúvida, mas e a ponderação sobre o outro.. Muitas vezes, quando argumentava sobre isso, o encaminhamento era “temos uma pesquisa qualitativa”. Ótimo, mas não o suficiente para atender ao tema. Mas o pior mesmo eram os argumentos de pouca praticidade, difícil aplicação ou a tentativa sectária de atribuir a este assunto o âmbito apenas acadêmico.

Na maioria das vezes só vi atenção maior ao tema quando estávamos trabalhando para resolver alguma crise forte de clientes, mas não por creditarem a análise antropológica condição de matéria indispensável na formação de temas para a tomada de decisão, mas porque nessas horas eles prestavam atenção a tudo o que tinham ignorado antes da crise.

Bom, o tempo passou, o tema cresceu, hoje vários centros acadêmicos ministram este tema e gostaria de indicar um texto que aborda a relevância deste assunto.

“Gerentes engravatados da Gessy Lever sobem o
morro para entrevistar ao vivo e em cores clientes até então
reduzidos a percentagens em impessoais relatórios de
pesquisa. (…)”

http://www.rae.com.br/artigos/1080.pdf

Boa leitura.